O sócio fundador do FCM Law, Fabio Cendão, foi ouvido pela Cointelegraph em reportagem sobre o prazo que marcou o calendário do setor de criptoativos no Brasil: a data limite para que as corretoras peçam autorização de funcionamento ao Banco Central e possam seguir operando enquanto o pedido é analisado. A matéria trata do custo de conformidade dessa transição e dos pontos que o mercado ainda vê em aberto.
O recado que Fabio levou à reportagem separa o ato formal do que de fato pesa. Protocolar o pedido é a etapa simples; o desafio real começa depois, na obrigação contínua de sustentar a conformidade que a autorização pressupõe, da verificação de origem e destino das transferências, inclusive de carteiras autocustodiadas, à exigência de capital e de auditoria que recai sobre a operação. Nas palavras dele à publicação, “filing is the easy part”, protocolar é a parte fácil.
É também o ponto que organiza a leitura do setor para o cliente: a decisão de pedir autorização não se encerra no protocolo, ela abre um regime de deveres permanentes, e o desenho da operação precisa ser pensado para caber nesse regime antes do prazo, não depois da exigência. Corretoras menores sentem mais o custo, o que tende a concentrar o mercado nos próximos ciclos.
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Fonte
Reportagem: Cointelegraph, “Brazil’s Halloween eve crypto deadline brings more tricks than treats”, por Helen Partz, 29 de outubro de 2026: ct.com
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